0 comments on “O último encontro antes da escolha do texto.”

O último encontro antes da escolha do texto.

Sábado (04/05/2019) foi dia de CENA ! O último encontro antes da escolha do texto que será montado. Foram duas aulas: Dramaturgia II e Interpretação, dando sequência ao trabalho que havia sido encaminhado na aula do dia 13/04/2019, que foram ministradas as aula de Cenografia, Figurino, Maquiagem II e Dramaturgia.

A ideia era dividir a turma em grupos e trabalhar simulando uma montagem teatral, uma cena curta de textos escolhidos pelos professores. Nas aulas do dia 13 foi idealizada a construção cenográfica e foi feita uma discussão de autores do Teatro Contemporâneo até o Séc.XX. E nesta aula, dando continuidade a essa atividade, foram selecionados dois textos para serem adaptados e encenados pelos alunos. Houve uma rápida orientação sobre alguns cuidados que devem ser tomados nessa adaptação e os alunos rapidamente escolheram fragmentos dessas dramaturgias para encenar.
As dramaturgias propostas foram: “A Cantora Careca”, de Eugéne Ionesco, texto clássico do Teatro do Absurdo e “Psicose 4:48”, de Sarah Kane, dramaturgia renomada do Teatro Pós-dramático.

Na aula de Interpretação, os grupos trabalharam com duas direções e procedimentos de interpretação diferentes, um sendo direcionado pelo professor Foca Magalhães (A Cantora Careca), o outro pelos prof. Marco Antônio Reis e pela Prof.ª Brenda Perim (Psicose 4:48). O trabalho iniciou com memorização do texto, seguindo para a experimentação dos elementos cênicos, para enfim, rapidamente desembocar na construção dos personagens.

O grupo “Cantora Careca”, trabalhou com a inversão de gênero, monotonia e robotização, aspectos interpretativos que reforçaram as características do Absurdo, causando certo estranhamento.
O grupo “Psicose 4:48” trabalhou com a androginia, por meio dos figurinos, e da interpretação masculina dada a um personagem feminino, e construções de partituras corporais como recurso de interpretação.
Em ambos os grupos houve pelo menos um ator ou atriz que trabalhou a relação com o objeto, utilizando do objeto para reforçar uma ideia interpretativa, como exemplo tivemos a Tatiana “varrendo o chão” de forma robótica em “ A Cantora Careca”.

Ao fim do encontro fizemos uma avaliação da aula. Falamos a respeito das dificuldades e facilidades de cada um, da importância e necessidade da direção, que consegue direcionar o desejo e ansiedade dos alunos e transformá-los em uma força criadora; da necessidade de escolher, e da violência da escolha para que o processo criativo prossiga. Também foi a primeira vez de muitos interpretando um personagem, realizando uma encenação concebida e ensaiada, se relacionando com o público e com o outro ator.

E por fim falamos sobre o que está por vir. No próximo encontro definiremos o texto a ser encenado e pensaremos toda a produção do trabalho.