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“De Recreio em Recreio” – Entrevista com Brenda Perim

Os professores da CENA estão sempre engajados em projetos transformadores e em busca de novos desafios que os ajudem em seu auto desenvolvimento como profissionais e como pessoas. Hoje tivemos o prazer de conversar com Brenda Perim sobre um desses projetos.

De Recreio em Recreio” é uma realização da Cia NÓS de Teatro e tem o apoio da Secretaria de Cultura do Estado, através do edital de 004/2018 de Coletivos Artísticos Juvenis, que tem por objetivo incentivar grupos formados por jovens artistas.

CENA: Como surgiu a ideia do projeto?

BRENDA: Surgiu do desejo do Marco (Marco Antônio Reis) e meu de nos aprofundarmos e conhecermos mais o universo da Contação de Histórias, justamente por percebermos nele a possibilidade de ir para lugares que muitas peças de teatro não conseguem, promovendo o acesso à arte e à cultura para pessoas que não têm.  A proposta do De Recreio em Recreio foi justamente entrar em escolas municipais mais marginalizadas de Cachoeiro de Itapemirim, escolas que quase não conseguem se deslocar para os centros culturais no centro da cidade como o teatro Rubem Braga.

CENA: E como foi esse processo?

BRENDA: Fomos para o Rio de Janeiro fazer uma imersão cultural com o Grupo de Contação de Histórias “Ih, Contei!”, onde ficamos durante 7 dias imersos no universo da contação de histórias trabalhando questões de oralidade e repetição, aprendendo a confecção e manipulação de bonecos, os principais fundamentos da contação de histórias, e o que é indispensável para a contação de histórias e, à partir disso, surgiu a sessão “Um Cesto de Histórias” que trabalha com algumas lendas do Folclore Brasileiro.

CENA: Quais os principais desafios que tiveram de enfrentar?

BRENDA: Um dos principais desafios foi a relação com a Secretaria de Educação da cidade. Não era possível ir direto às escolas oferecer o projeto, mesmo sendo totalmente gratuito. Ao passar pela secretaria eles colocavam diversos obstáculos (mesmo gostando do projeto), receavam que ao invés de incentivar os alunos e auxiliar na formação, estes tipos de projetos atrapalhassem o desenvolvimento dos mesmos na sala de aula. O que nos impediu, inclusive, de ir a escolas mais distantes, uma vez que o rendimento destas era mais baixo. A Secretaria achou melhor ir às escolas que já  tinham um bom desenvolvimento. O nosso objetivo, na verdade, era realmente ir às escolas mais distantes, onde há uma dificuldade do acesso. A contação de histórias pode, e é, uma ferramenta transformadora no incentivo à leitura, pois aguça a curiosidade da criança para conhecer mais a história que acabou de ouvir. Mas, de qualquer forma, as escolas que foram escolhidas pela Secretaria, ainda assim, careciam muito de atenção. Muitas crianças nunca haviam ouvido falar sobre nada do folclore, outras não sabiam o que era teatro. O fato de ter duas pessoas na hora do recreio (o momento pré contação de história) já era extremamente importante para elas. Sem que a gente chamasse elas já sentavam ao nosso lado, conversavam, perguntavam, afinal, existe uma curiosidade, que necessita de estímulo para continuar a se desenvolver.

CENA: E o que você e o Marco tiraram dessa experiência?

BRENDA: O que fica pra gente é a necessidade de continuação destes tipos de projetos, para que essa semente continue sendo cultivada, para que não funcione apenas como uma ação isolada. Quando íamos embora das escolas as crianças sempre perguntavam: “vocês voltam amanhã?”. O que só ressalta que uma ação, mesmo que apenas no horário do recreio, pode ser realmente transformadora.


E você, caro(a) leitor(a)? Gostaria de fazer parte deste grupo de pessoas que quer sempre o melhor para si e para o mundo? A CENA está elaborando a oferta de cursos para o segundo semestre de 2019.

Ficou interessado(a)? Preencha o formulário de espera abaixo que assim que abrirem novas vagas nós entraremos em contato.

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Primeira produção cinematográfica da Folgazões.

Começaram oficialmente as filmagens de “RENO”, primeira produção cinematográfica da Folgazões.

Após uma árdua pesquisa sobre o povo renano, oriundo da região da Renânia, oeste da Alemanha, os irmãos André e Eduardo Kuster escreveram o “Dicionário Português – Renano” que se tornou o ponto de partida para este incrível curta-metragem de ficção que contará com os próprios “renanos” como atores,  inclusive falando o dialeto renano. Os renanos são numerosos no ES, mas sua história ainda não foi contada de maneira ampla para o capixaba e para o Brasil.

É a primeira vez que  Leonardo Magalhães (Foca), nosso estimado professor da CENA, assume a direção de um filme, um desejo de longa data que se realiza com a produção deste curta. Ele nos conta:

Estamos fazendo uma ficção que conta as dificuldades vividas por uma família descendente de imigrantes alemães vindos da região do rio Reno. A vida dura da lavoura, a exploração comercial, a necessidade da inclusão da criança na labuta da lavoura… são alguns pontos retratados. O maior desafio, além dos que já encontramos em boa parte das produções, foi o de preparar e dirigir agricultores, descendentes de alemães, em cenas com boa carga emocional e falando na língua renana (uma variação do alemão), pois o que motivou a realização desse filme é justamente recuperar e motivar entre a comunidade a fala e a cultura que vem se perdendo nas novas gerações.

Foca diz que está muito entusiasmado com o projeto e também muito grato aos envolvidos que assumiram seus papéis com muita dedicação e carinho. O Último bloco de filmagens está previsto para o fim deste mês, em Domingos Martins-ES,  e a equipe não vê a hora de voltar ao set e concluir essa singela história.


Ficha Técnica:
Idealizadores: Eduardo e André Kuster Cid
Produtor: Eduardo Kuster Cid
Linguista: André Kuster Cid
Direção Geral: Leonardo Magalhães
Roteiro e Assist. de Direção: Duílio Kuster Cid
Direção de Fotografia: Fábio Martins
Direção de Arte: Diego Nunes
Som Direto e Design de Som: Fernando Paschoal
Assistente de produção: Delvânio Pereira da Silva e Yasmin dos Santos Dias
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Buffalo’s Show Estreia nesta Sexta-Feira

Buffalo’s Show é o mais novo espetáculo da Folgazões, uma tragicomédia com toques de brasilidade que apresenta o lendário caçador de búfalos e criador dos shows de Velho Oeste, Buffalo Bill, envelhecido e esquecido em sua casa, até que a visita de um antigo conhecido permite o ressurgimento desse grande mito envolvido numa grande conspiração.

O espetáculo dialoga com o momento atual do país, inserindo discussões pertinentes em meio ao clima de Velho Oeste. Tudo isso com uma pegada crítica e, ao mesmo tempo, cômica. Ou seja, com a marca registrada da Folgazões.


Serviço:
Buffalo’s Show
Texto: Duílio Kuster Cid
Direção: Nieve Mattos
Elenco: Leonardo Magalhães – Buffalo Bill
Duílio Kuster – Basil Zaharoff
Lorena Lima – Cabocla
Gênero: Tragicomédia/farsa
Classificação: Livre

Estreia
Dia 14 de junho, 20h – Teatro Folgazões – Gratuito (retirada 1h antes do espetáculo)

Temporada
Dias 16 e 20 de junho – 19h – Teatro Folgazões – Gratuito (retirada 1h antes do espetáculo)
Dia 22 – 19h – Teatro Sesc Glória – Ingressos na bilheteria (R$10/R$5)

Produção: Folgazões Companhia de Artes Cênicas
Apoio: Funcultura 2018 – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Espírito Santo