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Oficinas de Verão – Teatro e Cinema

A CENA vai ferver nesse verão com os estudos e os trabalhos finais das oficinas.

Dentro das linguagens do teatro e cinema, de forma geral, o conteúdo busca ferramentar as atrizes e os atores para desenvolver seu trabalho na cena, na construção da personagem.

No encerramento, uma mostra dos trabalhos. Queremos ver o que esses artistas vão criar com o que será desenvolvido durante as oficinas.

Confira cada uma das oficinas (informações gerais, locais, valores, inscrições) nos links abaixo:

TEATRO

CINEMA

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NESSA RUA estreia em dezembro

Dias 1 e 2 de dezembro, no teatro Folgazões, estreia NESSA RUA. O texto é de autoria da escritora e dramaturga Lorena Lima, que baseada em seu livro Os Irmãos de Papel, lançado em 2015, recriou essa história. Lorena também assume a direção do espetáculo NESSA RUA, que é a conclusão da primeira turma do curso EM CENA TEATRO – Prática e Montagem Teatral, da CENA Escola de Atores – Teatro e Cinema. O elenco de alunos, é formado por Heloise Desirée, Iáscara Cotta, Emmerson Barcellos, Rafael Oliveira. O curso teve a duração de 9 meses e, nesta montagem, promove a oportunidade de levar para o exercício da cena toda a teoria e prática vivenciada por esses alunos/atores.

Lô, Rubinho, Tati e Sandro, são os personagens protagonistas dessa aventura. Quatro crianças  que escolhem a rua como ponto de encontro. O lugar em que o inesperado acontece e torna-se fonte inesgotável do imaginário infantil, que tem o poder de unir, desafiar, fortalecer, criar e reinventar histórias.

Aqui, NESSA RUA, tudo é possível e para que a magia aconteça, basta um combinado entre eles – regra básica do brincar de acreditar, de sentir e enxergar o que somente o olhar infantil é capaz de perceber.

E o que dizer dos vizinhos dessa rua? Quem vive na casa misteriosa – gente ou bicho? O medo, a curiosidade, divergências de opiniões e os conflitos geradores de afetos, fortalecem a amizade entre eles. O exercício contínuo do respeito pelas diferenças, instaura a possibilidade da criança se resolver, de se comunicar, de rir e chorar, de ser quem de fato ela é – criança. Juntos eles vivem emoções inesquecíveis e criam situações engraçadas.

Uma coisa é certa: não sabemos o que responder quando alguém pergunta onde fica esse lugar, se dentro ou fora da cabeça dessas crianças? E você, gente grande ou criança, se pudesse escolher agora em qual rua morar, seria capaz de ficar um dia, NESSA RUA?

  • COMPRE SEU INGRESSO AQUI (clique na data desejada e será direcionado para o site de vendas on-line)


    Dia 1/12, 18h


    Dia 2/12, 18h

 

FICHA TÉCNICA

Espetáculo: NESSA RUA  
Dramaturgia e Direção:  Lorena Lima
Assistência de direção: Brenda Perim, Foca Magalhães, Marco Antônio Reis
Cenografia e Figurino: Foca Magalhães
Iluminação: Foca Magalhães e Marco Antônio Reis
Elenco: Heloise Desirée, Iáscara Cotta, Emmerson Barcellos, Rafael Oliveira
Composição de trilha sonora: Gabriel Bruno
Arranjos: Rossini e Pedro Ferna
Orientação e Supervisão de trilha Sonora: Dori Sant’ Ana
Parceria: Folgazões Artes Cênicas; Grupo Beta de Teatro; Cia Nós de Teatro; Alunos da disciplina “Composição de Trilha Sonora e Musical para Espetáculos Cênicos” do curso de Música da Faculdade de Música do Espírito Santo “Mauricio de Oliveira” (FAMES).
Realização: CENA Escolas de Atores  

 

SERVIÇO

NESSA RUA (60 min.; classificação livre)
Data: 1 e 2 de dezembro
Hora: 18h
Local: Teatro Folgazões – Rua Nestor Gomes, 168, Centro (próximo ao Palácio Anchieta)
Ingressos: R$30/R$15 – Venda antecipada: R$15
Informações: (27) 99752-2345
Parceria: Folgazões Artes Cênicas, Grupo Beta de Teatro, Cia Nós de Teatro, FAMES
Realização: CENA Escola de Atores – Teatro e Cinema

 

 

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Lista de inscritos na oficina da Cia. Truks

Cia TruksÉ hora de confirmar se você é um dos inscritos na oficina “Teatro de Objetos” com a Cia. Truks. Veja a lista logo a baixo.

Oficina “Teatro de Objetos”
Dias: 6 e 7 de outubro
Hora: 8h às 12h
Carga horária: 8 horas
Local: Palácio da Cultura Sônia Cabral – Praça João Clímaco, s/n, Centro (próximo ao Palácio Anchieta)

LISTA DE INSCRITOS

Adonel Antonio Alves Junior
Amarildo Dias Coutinho
Ana Paula Gonçalves
Benedito de castro Santos
Brindila Coutinho da Silva
Bruna Prêmoli Miranda
Bryant Li
Carlos Eduardo Rosado Torres
Cássia Diascânio Capelini
Christiane de Morais Maia
Claudinei da Silva Santos
Daiana Scaramussa dos Santos
Daisy Pinheiro
Edson Roberto do Nascimento
Elizabeth Loyola da Cruz
Emmerson Lopes Barcellos Junior
Esther Braga Garcia
Fernanda de Paiva Picoli Tavares
Francieli Tenente
Gabriel Braga Garcia
Gisele da Costa Mayer
Gisele Jesus Vicente
Gisele Leni Barbosa
Gustavo Manenti
Heloise Desirée Freire Nascimento
Iáscara Mergulhão Cotta
Idayana Maria Borchardt Leite
Jamili Abib Lima Saade
João Dias dos Santos
Juliana Rosa Radaelle
Kaio Henrique Deolindo Rodrigues
Kate Amelia Carregosa Parker
Leonardo Silva Magalhães
Lucas Silva Simões
Mara Suzana Nunes Ribeiro
Marcelo Braga
Márcia Cardoso Coqueiro
Marciane Pereira Arrais
Maria Jucelia Bosco
Mariana Freitas Salomão
Martha Caliari Rodrigues
Matheus Siqueira Bragança Andrade
Michele Genair Costa da Silva
Nathalia dos Santos Matias
Nicoly Bosco Guilherme
Patricia Eugenio de Souza
Paulo Henrique Vieira Dias
Rafael Oliveira Chrizostomo
Rafaela Jaques Pereira
Raquel Martins Lourenço
Renata Aparecida Ribeiro Ladeira
Ronaldo Medeiros da Conceição
Valdenira Pinto Diniz

 

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A CENA entrou em cena

 

O primeiro encontro com a primeira turma. O início de uma experiência renovadora e repleta de significados para aqueles que aguardaram com muita ansiedade, o começo das aulas da Turma 1 da oficina EM CENA TEATRO – Prática e Montagem Teatral, que aconteceu no dia 14 de abril – sábado, na sede da Folgazões Companhia de Artes Cênicas.

A vivência do primeiro dia de aula, foi potente e especial não somente para os alunos, mas também para os professores da CENA, que prepararam a aula inaugural de maneira que envolvesse e estimulasse os diversos perfis dos alunos-atores. Foram quatro horas de atividades, partindo com aquecimento lúdico, que promove o resgate do “ser criança” e sua personalidade integral geradora da criação; depois, jogos teatrais que liberam o indivíduo e sua capacidade de interagir com o outro de maneira consciente e prática, o desafio da comunicação gestual e a oralidade sem o verbo propriamente dito.

A cada desafio proposto pelos professores, a resposta engajada dos alunos que iniciaram esse processo, sabendo muito bem onde querem chegar. Uns movidos pelo sonho de se realizarem na cena, outros em busca da profissionalização do ofício – seja como primeira ou segunda atividade na vida. De qualquer forma, a arte como provedora da busca pela vitalidade humana, e impulsionadora de novos caminhos. Na CENA, há espaço para que todos possam se colocar, dizer de si, suas sensações, partilhas, dificuldades, prazeres em novas descobertas (antes jamais imaginadas), anseios, expectativas.

Ao final do encontro, o círculo que une a todos num bate papo olho no olho. O lugar da palavra. Esse foi um momento também muito esperado por todos os profissionais da Escola, pois ao encerrarem-se as atividades desse dia marcante, os professores ampliaram a escuta, para receberem dos alunos, a reverberação de tudo o que foi aplicado ao longo da aula. Atenção total sobre cada comunicação, revelação, percepção ou até mesmo desabafo. Coleta de dados que, sem dúvida, são mote disparadores para que aconteçam encontros únicos, repletos de qualidade, criatividade e ação na CENA.

Ah! Como não poderia deixar de ser, os alunos/atores, foram instigados a se juntarem com os seus pares para trazerem no próximo encontro, um olhar sobre alguns temas disponíveis no material teórico da apostila da CENA – História do Teatro, também preparada especialmente para eles. É a teoria e a prática caminhando juntas nesse lugar feito de compromisso, alegria, disponibilidade, responsabilidade, descobertas e realizações.

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Aula gratuita na CENA

A CENA Escola de Atores irá oferecer uma oportunidade para aqueles que querem conhecer um pouco do trabalho que desenvolvemos nas turmas de teatro e atividades para desenvolvimento humano.

Na segunda quarta-feira de cada mês será realizada a EXPERIÊNCIA CENA, aula experimental gratuita, para pessoas de todas as idades, com e sem experiencia ou que tenha cursado qualquer atividade teatral. Serão trabalhados jogos teatrais e improvisações que resultarão numa cena que será apresentada ao final do encontro.

Para participar basta preencher o formulário de inscrição on-line e se preparar para entrar em cena.

Inscrição EXPERIÊNCIA CENA, aqui.

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Estaríamos todos cansados?

Byung-Chul Han é um homem notável.

Nascido na Coreia, mudou-se para a Alemanha e estudou Filosofia na Universidade de Friburgo. Mais tarde, já em Munique, estudou e aprendeu literatura alemã e teologia.

Profundo conhecedor da obra de Heidegger, doutorou-se, em 1994, em Friburgo, com uma tese sobre o filósofo alemão. Hoje é Professor de Filosofia e Estudos Culturais na Universidade de Berlim. Tem várias obras sobre a sociedade e o ser humano.

Uma delas, publicada no Brasil pela Editora Vozes, em 2015, leva o nome de “Sociedade do Cansaço” (em alemão, “Müdigkeitsgesellschaft”) e trata de uma questão absolutamente atual e contemporânea: a grande tragédia de se viver no mundo de hoje.

Desde uma visão patológica, como prefere o filósofo, este século, ao contrário de outros anteriores, “não é definido como bacteriológico nem viral, mas neuronal.” A doença do século é outra, talvez mais difícil de diagnóstico e, sobretudo, de tratamento. A cura, quase impossível.

As doenças, hoje, são de natureza “neuronal”, tais como “a depressão, o transtorno de déficit de atenção com síndrome de hiperatividade (Tdah), transtorno de personalidade limítrofe (TPL) ou a síndrome de Burnout (SB).

Tais doenças, por não serem fruto de uma “negatividade”, antes pelo contrário, causadas pelo “excesso de positividade”, escapam de “qualquer técnica imunológica.” Não são infecções, como outrora, mas “enfartos.”

Estes “adoecimentos neuronais do século XXI” são “estados patológicos devidos a um exagero de positividade.” Assim, “o esgotamento, a exaustão e o sufocamento frente à demasia são reações imunológicas”, verdadeiramente “manifestações de uma violência neuronal, que não é viral.”

Han, lembrando o genial Foucault, lembra que a “sociedade disciplinar” do filósofo francês, “feita de asilos, presídios, quartéis e fábricas”, transformou-se em uma outra sociedade, “a saber, uma sociedade de academias de fitness, prédios de escritórios, bancos, aeroportos, shopping centers e laboratórios de genética.” Uma “sociedade de desempenho”, cujos habitantes não são os outrora obedientes, “mas sujeitos de desempenho e produção, empresários de si mesmos.

Enquanto a sociedade disciplinar gerava “loucos e delinquentes”, esta, ao contrário, “produz depressivos e fracassados”, onde o que prevalece é “o desejo de maximizar a produção”, substituindo-se o “paradigma da disciplina” pelo “paradigma do desempenho.” Assim, ele identifica “o imperativo do desempenho como um novo mandato da sociedade pós-moderna do trabalho.

Na sociedade disciplinar, cujo inconsciente social baseava-se no dever, o homem é “o sujeito da obediência.” Hoje, na sociedade de desempenho, cujo inconsciente social é “o desejo de maximizar a produção”, o homem passou a ser “o sujeito de desempenho, mais rápido e mais produtivo.” O homem passa a ser um “animal laborans”, preso a uma verdadeira “auto exploração” agudizada pelo “excesso de trabalho e desempenho.” É “hiperativo e hiperneurótico.” A mulher também.

E essa auto exploração é mais cruel que a de outrem, “pois caminha de mãos dadas com o sentimento de liberdade”, onde o “explorador é ao mesmo tempo o explorado.” Eis, então, o paradoxo: o que é aparentemente uma manifestação da liberdade humana, torna-se causa de manifestações patológicas as mais diversas. Portanto, “os adoecimentos psíquicos da sociedade de desempenho são precisamente as manifestações patológicas dessa liberdade paradoxal”, pois “a sociedade do trabalho e a sociedade do desempenho não são uma sociedade livre”, já que “o próprio senhor se transformou num escravo do trabalho”, “cada um carregando consigo seu campo de trabalho.” Somos todos, e a um só tempo, “prisioneiro e vigia, vítima e agressor, explorando-nos a nós mesmos.” Vive-se hoje “num mundo muito pobre de interrupções, pobre de entremeios e tempos intermédios.”

É exatamente nesta passagem de uma sociedade para outra que Alain Ehrenberg – sociólogo francês citado no livro[1] – localiza a depressão, exatamente no fato de que agora o homem depressivo “não está cheio, no limite, mas está esgotado pelo esforço de ter de ser ele mesmo.” A depressão seria, então, “a expressão patológica do fracasso do homem pós-moderno em ser ele mesmo.”

Neste aspecto, Han vai mais além do que Ehrenberg, para caracterizar a depressão como um reflexo da “carência de vínculos”, própria da “violência sistêmica inerente à sociedade de desempenho que produz ´infartos psíquicos`.

Para Han, o que passa desapercebido no pensamento do sociólogo francês é entender o fenômeno da depressão apenas como uma resultante da “pressão do desempenho”, razão pela qual doenças como a Síndrome de Burnout “não expressa o si-mesmo esgotado, mas antes a alma consumida.

A depressão surge, precisamente, “no momento em que o sujeito de desempenho não pode mais poder. A lamúria do indivíduo depressivo de que nada é possível só se torna possível numa sociedade que crê que nada é impossível.”

Segundo o diagnóstico de Han, “a depressão é o adoecimento de uma sociedade que sofre sob o excesso de positividade. Reflete aquela humanidade que está em guerra consigo mesma.” Assim, o homem depressivo “explora a si mesmo”, transformando-se em “agressor e vítima ao mesmo tempo.” Ele encontra-se “em guerra consigo mesmo”, tornando-se “o inválido dessa guerra internalizada.

No capítulo terceiro, que ele intitula “O Tédio Profundo”, Han refere-se ao que ele chama de “multitarefa”, como a “crescente sobrecarga de trabalho”, aliada a um “excesso de estímulos, informações e impulsos”, responsáveis pela fragmentação e destruição da atenção.

A multitarefa, muito ao contrário do que poderia parecer, não é uma evolução da natureza e da sociedade humanas, mas se trata “de um retrocesso”, pois “está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem”, sendo “uma técnica de atenção, indispensável para sobreviver na vida selvagem.

Para comprovar a sua tese de que, em verdade, a multitarefa representa uma involução, um retrocesso, que aproxima “cada vez mais a sociedade humana da vida selvagem”, exemplifica:

 “Um animal ocupado no exercício da mastigação de sua comida tem de ocupar-se ao mesmo tempo também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo tem de vigiar sua prole e manter o olho em seu (sua) parceiro (a). Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar ao mesmo tempo o que tem atrás de si.

É justamente esta falta de oportunidade para o existir contemplativo que carece a humanidade. A atenção profunda, “contemplativa” é indispensável para “os desempenhos culturais da humanidade, dos quais faz parte também a filosofia.

Ao contrário dessa atenção profunda, o que se tem hoje é uma “hiperatenção”, “dispersa”, caracterizada “por uma rápida mudança de foco entre diversas atividades, fontes informativas e processos”, não dando espaço para “aquele tédio profundo que não deixa de ser importante para um processo criativo.”

Aqui o autor lembra o escritor e filósofo alemão Walter Benjamin, para quem aquele “tédio profundo” seria como “um pássaro onírico, que choca o ovo da experiência”, cada vez mais desaparecido da modernidade.

O tédio profundo estaria para o descanso espiritual assim como o sono está para o descanso físico. Ambos, o sono e o tédio profundo, perfazem, respectivamente, o ponto alto do descanso do corpo e do espírito. A inquietação, além de não gerar “nada de novo”, apenas “reproduz e acelera o já existente.”

Lembra, então, Paul Cézanne, famoso pintor francês e “um mestre da atenção profunda, contemplativa”, que dizia poder “ver inclusive o perfume das coisas. Essa visualização do perfume exige uma atenção profunda.”

Citando textualmente Nietzsche, Han lembra que “por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie. Em nenhuma outra época os ativos, isto é, os inquietos, valeram tanto”, motivo pelo qual é preciso que “a humanidade fortaleça em grande medida o elemento contemplativo”, pois “só a vida contemplativa é que torna o homem naquilo que ele deve ser.”

Ademais, esta “vida contemplativa pressupõe uma pedagogia específica do ver”, ou seja, “capacitar o olho a uma atenção profunda e contemplativa, a um olhar demorado e lento”, pois “é uma ilusão acreditar que quanto mais ativos nos tornamos tanto mais livres seríamos.

Neste sentido, o filósofo afirma a burrice do computador, “apesar de todo o seu desempenho computacional, na medida em que lhe falta a capacidade para hesitar.”

O autor aproveita para fazer uma distinção entre a mera irritação – própria da sociedade de hoje – e a ira, “que não se coaduna com a aceleração geral e com a hiperatividade”, pressupondo, ao contrário da irritação, “uma pausa interruptora no presente.

A hiperatividade “não admite nenhuma folga temporal”, gerando “a dispersão geral que marca a sociedade de hoje”, não permitindo, por conseguinte, “que surja a ênfase e a energia da ira.”

A ira, ao contrário da irritação ou da enervação, “é uma capacidade que está em condições de interromper um estado, e fazer com que se inicie um novo estado.” Ali – na irritação ou na enervação -, contrariamente, não há possibilidade de “produzir nenhuma mudança decisiva.”

No último capítulo, alerta o autor que “a sociedade do cansaço, enquanto uma sociedade ativa, desdobra-se lentamente numa sociedade do doping” que “possibilita de certo modo um desempenho sem desempenho”, transformando o homem e a mulher “em máquinas de desempenho, que podem funcionar livres de perturbação e maximizar seus desempenhos”, gerando “um cansaço e esgotamento excessivos” e levando “a um enfarto da alma.” Trata-se, ademais, de um cansaço “solitário, que atua individualizando e isolando.

Vale a reflexão…

 

Conteúdo reproduzido de: http://emporiododireito.com.br/leitura/estariamos-todos-cansados

[1] Autor, dentre várias outras obras, de “O Culto da Performance: da Aventura Empreendedora à Depressão Nervosa”, publicado no Brasil pela Editora Ideias & Letras.

Imagem Ilustrativa do Post: Cansaço // Foto de: Rafael Cassani // Sem alterações

Disponível em: https://flic.kr/p/9H8DDD

Licença de uso: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/legalcode

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Entre a literatura e o teatro

A artista Lorena Lima, que também é escritora e profissional residente na Cena Escola de Atores, está em fase de produção de mais dois livros. Desde que lançou em 2014 a sua primeira obra literária infantojuvenil “A Menina Cão”, que em 2016 virou espetáculo teatral – ambos aprovados pela Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo, nunca mais parou de escrever. Atualmente ela dedica-se a finalização da escrita de um romance autoficcional para adolescentes, intitulado “Acho Que Te Conheço de Algum Lugar” – e que já vem trabalhando nele ao longo de três anos, além do seu primeiro livro de contos ficcionais e autoficcionais, cujo nome “Só Conto Pra Elas”, é dedicados as mulheres. A autora, que também é atriz, costuma brincar ao falar de sua escrita.

– “Eu gosto de colocar figurino nas palavras” – ela assume que escreve conectada na cena, seja pensando no teatro ou no cinema.
– “As frases se transformam em ação, e muitas vezes me pego como se estivesse dando uma fala, quando estou escrevendo. É fundamental que eu me divirta, me emocione. Caso contrário, apago tudo.”

Como dramaturga, a escritora está afinando o seu novo texto, baseado em sua segunda obra literária infantojuvenil “Os Irmãos de Papel”, lançado em 2016, e também aprovado pela Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo. Lorena fez uma proposta de direção coletiva para a montagem do espetáculo – que provavelmente terá um outro título. Para isso ela conta com a parceria de Foca Magalhães – ator Folgazões e diretor da Cena Escola de Atores e Duilio Kuster, também ator da Folgazões, dos artistas Edson Ferreira, Dori Sant´Ana e Thiago Mozer. Ela também estará em cena nesse espetáculo, e por esse motivo optou pela direção coletiva. Além desse, a dramaturga também está com um espetáculo no forno – ou melhor, no fogo, chamado “Café às Quatro”. Para a direção dessa montagem, Lorena convidou a atriz e dramaturga Alexsandra Bertoli do Grupo Z de Teatro/ES, e vários outros artistas do Estado do Espírito Santo para compor a equipe. Nessa montagem, Lorena estará em cena, fazendo parte do elenco dentro do Grupo Beta de Teatro – do qual é fundadora, atriz e diretora há mais de dez anos.

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10 motivos para você fazer cursos de teatro e cinema

Vira e mexe as pessoas, que não tem contato com o teatro ou só assistiu a uma peça ou nunca participou de uma produção de filme, e ficam sabendo que trabalho nessa área, ficam curiosas, tomam coragem e me perguntam: Por que quem faz teatro ou cinema gosta tanto? E fala sobre as atividades, o ambiente e os amigos com tanta paixão?

Bem, minha resposta é rápida e fácil, e vou apresentar através desses 10 tópicos:

  1. Melhora e desenvolve a concentração, memorização e imaginação;
  2. Desenvolve competências e habilidades sociais como empatia, tolerância e trabalho em equipe;
  3. Desenvolve o potencial de criatividade, espontaneidade e de improvisação;
  4. Proporciona o autoconhecimento, consequentemente aumentando a autoestima;
  5. Desenvolve a expressividade corporal e vocal;
  6. Melhora a percepção do outro, ampliando a capacidade de compreender e de lidar com conflitos em relacionamentos interpessoais em diversas situações – família, amigos, escola, trabalho, etc.;
  7. Melhora a capacidade respiratória, a resistência física, a flexibilidade, a coordenação e mobilidade corporal;
  8. Possibilita ingressar numa carreira profissional;
  9. Aprende como produzir seu próprio espetáculo ou filme, o que exige organização, planejamento e trabalho em equipe;
  10. Proporciona envolvimento com a arte e a cultura.

E aí, entendeu?

por Foca Magalhães